A escolha profissional é algo que assombra a maioria dos jovens, principalmente quando se está em meio a um turbilhão de emoções e pressões surgindo por todo lado. Para tanto, nós do Gazeta decidimos expor as principais funções, a área de atuação e o salário de profissionais.
O Analista de Conteúdo é profissional responsável por recomendar, de acordo com o conteúdo, as idades mais apropriadas para assistir e ter acesso a programas de TV, filmes, séries, jogos e livros de RPG (jogos de interpretação de personagens). A classificação pode ser livre ou não recomendada para menores de 10, 12, 14, 16 e 18 anos.
Muitos pensam que trabalhar com entretenimento visual e ganhar muito dinheiro são coisas que não podem andar juntas, entretanto, essa ideia é subvertida, por exemplo, a partir da perspectiva dos Analistas de Conteúdo. Quando funcionários públicos, os salários podem chegar aos R$ 8.000.
Como funciona essa profissão? A classificação indicativa, recomendada de antemão pelo analista, vai verificar se há cenas de violência, sexo, nudez, drogas e linguagem imprópria. Ela é dividida em duas partes: a análise prévia e a autoclassificação. Na análise prévia, os profissionais verificam os mercados de cinema e vídeo, jogos eletrônicos, aplicativos e livros de RPG a partir de um relatório detalhado sobre o que consideram inapropriado. Todas as obras precisam passar por pelo menos dois analistas e, se as opiniões diferirem, vão para um terceiro profissional. Já na autoclassificação, as próprias emissoras de televisão (aberta ou a cabo) e produtoras determinam a faixa etária que pode assistir a novelas, séries e programas.
Como eu consigo entrar nessa área? Para trabalhar na classificação indicativa, é preciso prestar concurso público.
Uma curiosidade sobre essa profissão: quem trabalha na classificação indicativa precisa assinar um termo de responsabilidade e confidencialidade.
Então, é isso. Espero que gostem. Esperamos vocês na próxima edição com mais uma profissão cheia de novidades.

Por Rayssa Matias

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